

João David Nunes: “A rádio vai ser o meio que vai sobreviver com mais facilidade. Prolonga-se pelos podcasts, pela internet. É o menos intrusivo que existe, as pessoas podem ouvir e fazer outras coisas”
Nasceu em Lisboa em 1947. Cresceu e bem por aqui, e depois da escola de que iremos falar, foi parar ao nosso Liceu Camões, onde, para além de cantar no Orfeão, lia a preceito os textos da aula de Religião e Moral. No Liceu, foi mordido pelo saudável vírus que, ao circular nas veias, desenvolve uma …

António Homem Cardoso: “O fantástico da fotografia é concentrar a história toda numa imagem. A aflição, a ternura, o ódio, o amor, tudo num fotograma”
António Homem Cardoso nasceu num lugar de São Pedro do Sul, no dia 11 de Janeiro de 1945. Aos dez anos, desceu à grande cidade para viver com a madrinha e servir como marçano numa mercearia. Não era essa a vida que parecia estar destinada num clique daqueles que mudam a vida, assistiu à rodagem de …

Embaixador Francisco Seixas da Costa: “Saio de Vila Real, filho único, lançado às feras no Porto. Para mim aquilo era Nova Iorque, Paris, Londres. Foi assim uma coisa deslumbrante”
Nasceu em Vila Real em janeiro de 1948. Embaixador durante 40 anos e com uma vida preenchida de cargos que desempenhou sempre com entusiasmo e competência. Estudou no Liceu de Vila Real e foi durante a tentativa de ser engenheiro eletrotécnico que pressentiu que a carreira passaria por outros circu…

Lia Gama: “Era uma criança muito solitária e brincava sozinha. Ia para a marquise, sentava-me com os pés numa cadeira e fazia diálogos, personagens. Não queria ser atriz, queria ser artista”
Nasceu em maio de 1944, na freguesia da Barroca, no concelho do Fundão, e foi registada com o nome de Maria Isilda da Gama Gil. Com pouco mais de um ano veio para Lisboa. Com 14 anos, deixou a casa do pai e da madrasta. Sempre quis ser aquilo que viria a ser - atriz. Começou por oferecer violetas n…

Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”
Vitorino Salomé Vieira nasceu no Redondo a 11 de junho de 1942, com muita música em casa. Os pais, tios, os quatro irmãos e até o barbeiro se faziam ouvir e cantar. Cantavam uns com os outros. Ouvia-se muito fado de Coimbra no Alentejo, pelo pai de Vitorino. O cantor estava destinado para as artes,…

Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”
Nasceu no dia 4 de junho de 1948, em Lisboa, e foi registada com o nome de Olinda Maria Carvalheiro Costa. Cresceu entre Portugal e Angola e guarda memórias e cheiros de cá e de lá. É a quinta filha e foi sempre a “boneca” das irmãs que lhe faziam penteados e lavavam o cabelo com chá de cebola. Qua…

Mário Cláudio: “Portugal continua a ser pequenino. A geração mais velha e a mais nova não se conciliam e as pessoas não são frontais, talvez por motivos históricos. O português tem capacidade de luta, mas não afronta o adversário”
Nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1941, advogado, professor e bibliotecário. Chama-se Rui Manuel Pinto Barbot Costa, mas também é Mário Claúdio - escritor prolífico da biografia, da ficção, do romance, da crónica, da novela, do teatro, da poesia e das palavras para o Fado. Duas identidades numa p…

Maria do Céu Guerra: "Na minha família chamavam-me uma “Grande cenoura do Teatro português” porque tinha o cabelo arruivado"
Nasceu a 28 de Maio de 1943. Herdou dos pais a arte de comunicar e a liberdade de a praticar. Queria ser escritora, mas depressa descobriu a vocação para interpretar. Atriz e encenadora, é apelidada de grande senhora do Teatro português, título de que não gosta especialmente. Começou no teatro do G…

Fernando Tordo: “O amanhã logo se vê. Quando acordo de manhã digo ‘Bestial, mais um dia’”
Fernando Travassos Tordo nasceu em Lisboa, freguesia dos Anjos, no dia 29 de Março de 1948. Compositor, autor, cantor e também pintor, começou a cantar no coro do Colégio Moderno e, aos 16 anos, acompanhava-se à viola em canções de Cliff Richard e dos Beatles. Claro que na onda do rock dos anos 60 …

Gracinda Candeias: "Era uma coisa louca. Eu dava-me loucamente à arte e à pintura. Paguei com a saúde, mas também nunca casei, nem fui mãe"
Nasceu em maio de 1947, em África. De Angola guarda os espaços, as cores e o tempo. Viveu no Porto e mais tarde em Lisboa onde viu a Primavera "pela primeira vez", conta. Já convivia com a pintura em casa, mas tornou-se pintora por acidente. Viajou por diversas paragens, mas Paris foi a essência da…