António Homem Cardoso: “O fantástico da fotografia é concentrar a história toda numa imagem. A aflição, a ternura, o ódio, o amor, tudo num fotograma”
António Homem Cardoso nasceu num lugar de São Pedro do Sul, no dia 11 de Janeiro de 1945. Aos dez anos, desceu à grande cidade para viver com a madrinha e servir como marçano numa mercearia. Não era essa a vida que parecia estar destinada num clique daqueles que mudam a vida, assistiu à rodagem de um filme estrangeiro e foi apadrinhado pelo actor principal que lhe ofereceu a primeira máquina fotográfica. Foi fotógrafo vadio e fez instantâneos da vida de Lisboa. Como a sorte dá muitas vezes a mão aos lutadores, viu duas fotografias suas serem publicadas. E assim começou a travessia de um dos maiores fotógrafos portugueses, aprendendo sozinho e olhando para o mundo através do visor da sua máquina. É incomensurável a obra do menino que se fez homem, a registar no objectiva as almas de tantas celebridades. Também o número de livros publicados, com imagens e até textos seus, vai já para além, muito para além de uma centena. A música portuguesa tem nos seus intérpretes muitas capas com fotos por si assinadas. Monárquico convicto, é o fotógrafo oficial da Casa Real Portuguesa, de quem tem uma alta condecoração, mas também é comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, título outorgado por um Presidente da República. Registou Amália, Marcelo Rebelo de Sousa, José Saramago ou o Papa João Paulo II, é um manancial de milhares de vidas numa só vida. Ouça a história de António Homem Cardoso no Geração 40, de Júlio Isidro.
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Geração 40
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e…Social links
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