Foi batizada como Maria Helena Gentil do Carmo, nascida na Marinha Grande em agosto de 1948. O mundo do espetáculo conhece-a como Lenita Gentil. Cresceu feliz, sem luxos, e mudou-se com a família para o Porto, aos 14 anos. Gosta da cidade Invicta como se lá tivesse nascido. A menina, quando perguntada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondia alegremente 'Quero ser médica.' Como é que seria possível se, quando adulta, não consegue ver pinta de sangue? O pai, músico profissional, sabia que a filha tinha voz para o futuro e encorajou-a a seguir carreira em clave de sol.
Lenita começou a cantar ao microfone com uma cadeira para lá chegar e nunca mais parou. Como cantava nas palavras, em música de Carlos Paião, se 'Eles foram tão longe', também ela tinha o horizonte como meta. Só precisava de espaço. E foi essa sua grande conquista, por sua voz tão especial onde muitas vezes o microfone é apenas um adereço. Lenita não tinha o fado no seu repertório, mas como as coisas acontecem quando há talento e desejo, a cançonetista virou fadista. Foi com riso e ritmo que se estreou em televisão, onde desde 1964 é presença habitual. Conhece meio mundo, que a reconhece e aplaude. E tem também muitos festivais no currículo e milhares de quilómetros para abraçar com música os portugueses.
Lenita Gentil, numa conversa onde recorda os sapatos emprestados a Amália, a estreia adormecida num palco da Marinha Grande e uma vida inteiramente entregue à canção, com Júlio Isidro no podcast Geração 40. Ouça aqui o novo episódio.

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