No ano de 1924, Alfredo Marceneiro conquista pela primeira vez o primeiro lugar num concurso de fados. “Remorso”, o fado com letra de Linhares Barbosa que interpretou, dá voz a alguém que se consome de culpa, sozinho, numa noite de Natal. Dois anos depois, esse fado, entretanto celebrado por toda a cidade, parece ter adivinhado o crime passional que iria prender a atenção do país.
O que terá prenunciado, afinal, o fado de Marceneiro? Que força tinha a música popular dos anos 20 do século XX, e como circulava entre o teatro de revista, os novos discos de 78 rotações e as partituras vendidas em banca? Neste episódio envolvente, Rui Tavares guia-nos pelas sombrias ruas do Bairro Alto, da Mouraria e do Intendente, mergulha na terrorífica Noite Sangrenta de 1921, entra nos teatros cheios de luz onde Lisboa se divertia em plena crise política e conduz-nos, passo a passo, até à história de um crime amoroso que de tão inesperado e chocante, desviou o olhar coletivo da ditadura que se instalava com o golpe de Estado de 28 de maio de 1926.

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