O que liga a Gronelândia, o Prémio Nobel da Paz, a Liga das Nações para os Refugiados e Calouste Gulbenkian, o maior mecenas cultural do nosso país? A resposta é Fridtjof Nansen, o explorador do Ártico que teve a audácia de trilhar o pioneiro caminho por terra pela calota glacial da Gronelândia, em 1888, até à actual cidade de Nuuk. Unindo o seu conhecimento científico em zoologia com desenvolvimentos técnicos para enfrentar as condições mais inóspitas, Nansen explorou o território do Ártico gelado.
Mas além de explorador, na vida de Nansen couberam muitas vidas. Dedicou-se à zoologia, desenvolveu equipamentos modernos que permitiram outras expedições, e foi nomeado Alto Comissário da Liga das Nações após a Segunda Guerra Mundial, onde criou o Passaporte Nansen, gesto humanitário que beneficiou Calouste Gulbenkian e salvou 450 mil apátridas.
Mas afinal, em que medida tudo isto se relaciona com o verdadeiro espírito do tão falado e recentemente cobiçado Prémio Nobel da Paz?
Hoje Rui Tavares leva-nos a conhecer a maravilhosa vida de Fridtjof Nansen, cuja imaginação, técnica, coragem e humanismo nos deve inspirar e dar esperança.

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