Se amanhã alguém pudesse fazer parte do seu trabalho melhor e mais rápido do que você, o que ainda faria de você um profissional necessário?
A pergunta que abre este episódio é uma daquelas que fazem a gente pensar. Sobre o que sabemos, para onde estamos indo e qual o nosso lugar num mundo que muda cada vez mais rápido.
E quem nos ajuda a ampliar esse olhar vem de uma realidade muito distante da inteligência artificial e dos algoritmos. De uma pequena propriedade de 15 hectares, no interior do Rio Grande do Sul. É de lá que vem Eleri Hamer.
Filho de agricultores, cresceu tirando leite antes de ir para a escola e aprendendo que responsabilidade e infância podiam dividir o mesmo terreiro. Saiu de casa ainda adolescente.
Depois vieram a Agronomia, a extensão rural, a tecnologia, a gestão, os negócios… Foram muitos caminhos. E, no centro de boa parte deles: gente.
Hoje, Eleri trabalha com empresas, executivos e lideranças. E foi desse universo que ele levou ao Congresso Brasileiro de Sementes uma provocação:
Na era da inteligência artificial, o que ainda torna o ser humano insubstituível?
É daí que parte a nossa conversa.
Do medo de perder espaço para as máquinas ao futuro das profissões. Da inteligência artificial à liderança, comportamento e relações humanas.
Enquanto tentamos descobrir até onde a tecnologia pode chegar, existe uma questão ainda mais próxima de nós: até onde estamos dispostos a evoluir? Inclusive quando o assunto é essa nossa vontade de sermos insubstituíveis...
A conversa que você começa a ouvir agora passa pela inteligência artificial, pelo futuro do trabalho e pelas transformações do agro. Mas, acima de tudo, fala sobre gente.