Entre a roça e o tatame, ainda criança, ela aprendeu duas coisas que carrega até hoje: disciplina e resistência. No interior do Espírito Santo, em meio ao cafezal dos avós, veio o contato com o agro. E ali, no meio da colheita, nasceu a ideia para o primeiro negócio: aos 10 anos, já vendia limão no bairro.
Só que, aos 11, perdeu tudo. O limoeiro secou, o “negócio” acabou. Mas ficou uma lição que atravessaria toda a sua trajetória: nada se sustenta sem cuidado — nem planta, nem empresa, nem propósito.
De lá pra cá, a vida trouxe conquistas, quedas e recomeços. Trouxe também uma dor profunda, daquelas que mudam a rota de uma família inteira — e que hoje se transforma em força para proteger e apoiar outras mulheres.
Capixaba de origem, cuiabana por escolha, a Randala Lopes encontrou na comunicação uma ferramenta. E no agro, uma missão. Passou por grandes empresas, pela TV, pelo marketing, pelos bastidores de eventos… até que, quando o mundo parou na pandemia, ela teve que se reconstruir mais uma vez. Em vez de recuar, decidiu criar.
Foi ali que nasceram projetos, negócios e até um canal de TV dedicado ao agro, além de iniciativas que dão espaço e voz a quem nem sempre é ouvido — especialmente as mulheres do campo.
Agora, às vésperas de mais uma grande feira que ajuda a movimentar o agro mato-grossense, a história dela ganha ainda mais sentido — e reforça um princípio que vale pra qualquer produtor: plantar, cuidar e ter coragem pra recomeçar quando for preciso.
No episódio de hoje, você vai conhecer a trajetória de uma carateca que aprendeu a lutar dentro e fora do tatame — e que transformou cada queda em um novo começo- sem nunca perder a conexão com a terra, de onde tudo começou.

#259 - Lucro invisível
51:43

#258 - Dependência ou autonomia
58:55

#257 - A carne do futuro é animal
49:43