A pecuária ensina cedo uma coisa pra quem vive dela: não existe resultado imediato no campo. O capim cresce no tempo certo. O boi ganha peso no tempo certo. E as grandes decisões também levam tempo para amadurecer.
Nosso convidado aprendeu isso dentro e fora da fazenda. Pecuarista e maratonista, ele encontrou nesses dois mundos uma filosofia parecida: disciplina, resistência e paciência.
Mineiro de Sete Lagoas, Daniel Tabim Mascarenhas carrega no sobrenome e na rotina a força de gerações ligadas à pecuária. Filho e neto de produtores rurais, ele viu a atividade da família sair do leite e chegar a um modelo moderno de recria e engorda a pasto nas propriedades em Jequitibá, Minas Gerais, e São Domingos, no cerrado goiano.
Uma transformação construída sobre genética, nutrição e gestão eficiente para produzir mais em menos área, sempre com estudo, visão, pé no chão… e olhar humano. Afinal, fazenda nenhuma funciona sem gente. “Quem está no campo precisa ser ouvido”, ele afirma. Caso contrário, nenhum plano sai do papel.
Nesse episódio, você vai ouvir sobre sucessão familiar, tomada de decisão, mercado do boi, visão de longo prazo e a mentalidade de quem entende que o agro não é corrida de 100 metros.
Assim como na maratona, quem não sabe administrar o ritmo na pecuária dificilmente chega bem ao fim do percurso.