Agricultura regenerativa, baixo carbono, integração de sistemas… assuntos que ecoam no mundo inteiro. Mas, enquanto muita gente ainda está na fase da teoria, o Brasil já redesenha — com dados em mãos — o futuro da produção no campo.
Somos donos da maior plataforma global de geração de conhecimento em agropecuária sustentável: o ILPF Regenera, coordenado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT). São mais de 80 hectares de pesquisas experimentais, conduzidas em condições reais de produção. Ali, soja, milho, braquiária, floresta e boi dividem o mesmo espaço, em diferentes combinações, para responder perguntas que tiram o sono de qualquer produtor:
Como produzir mais, com menos risco climático? Como transformar o solo em um ativo — que gera produtividade, resiliência e acesso a crédito mais barato? E como mostrar, com indicador técnico, que a agropecuária brasileira pode ser parte da solução climática?
Nosso convidado de hoje é quem coordena esse sistema de longo prazo. Filho de uma pequena cidade do noroeste do Paraná, Cornélio Zolin é engenheiro agrícola, doutor em recursos hídricos e pesquisador da Embrapa. Construiu uma trajetória olhando para alguns dos pontos sensíveis da produção: água, risco climático e integração de sistemas.
À frente da plataforma ILPF Regenera, ele estuda — junto com uma rede de parceiros — como diferentes arranjos de lavoura, pecuária e floresta impactam o solo, a matéria orgânica, o armazenamento de água, as emissões de gases de efeito estufa, a captura de carbono, a precocidade dos animais e a rentabilidade do sistema.
E os primeiros resultados reforçam: as decisões de hoje estão definindo a resiliência da produção amanhã.
Neste episódio, você vai entender como esses estudos nasceram, o que já está comprovado em termos de produtividade e resiliência e por que a agricultura regenerativa, no Brasil, não é modismo — é leitura técnica de oportunidade.

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