

O tradutor de Homero não quer ver "A Odisseia". Porquê, Frederico Lourenço?
A Frederico Lourenço devemos-lhe estes épicos trabalhos: em 2003 traduziu em verso, do grego, a Odisseia de Homero (pela qual recebeu o Prémio D. Dinis da Casa de Mateus e o Grande Prémio de Tradução APT/Pen Clube), e, dois anos depois, a Ilíada; em 2016, passou dos clássicos gregos para a Bíblia g…

No cinema americano quanto mais quente melhor
Quais são os filmes mais quentes do cinema norte-americano? Há ondas de calor na tela pelo menos desde os anos 50 do século passado. Mas se nesse tempo de alguma inocência, elas libertam — as pernas de Marilyn quando o seu vestido branco é levantado pelo ar do respiradouro do metro em O Pecado Mora…

Muitos dos melhores filmes do ano são feitos por mulheres. "L’ Aventura" confirma-o
Para Vasco Câmara, este filme - L'Aventura, da realizadora francesa Sophie Letourneur - é "um dos acontecimentos cinematográficos do ano em Portugal". Foi, por isso, para nós o ponto de partida para uma conversa sobre o cinema realizado por mulheres e a forma como, não só este ano mas este ano de u…

Terror No Escuro: porque é que gostámos de "Obsessão" e não gostámos de "Backrooms"?
Quarenta anos depois, Terror na Auto-Estrada, de Robert Harron, em nova cópia 4 K regressa às salas. E o muito ambíguo encontro entre um virginal C. Thomas Howell e um apolíneo Rutger Hauer, na paisagem americana, que foi um êxito-surpresa no ano de 1986. Como quem não quer a coisa... custou algun…

Como com Lennon e McCartney, entre Truffaut e Godard é preciso escolher?
Em 2005, a Cinemateca Portuguesa dedicou uma retrospectiva integral à obra de François Truffaut (1932-1984). Vinte anos depois, irradiando a partir do Cinema Trindade no Porto para o Nimas em Lisboa, uma “quase integral” – faltam dois filmes - volta a trazer às salas portuguesas um nome que fazia o…

Spielberg diz que não estamos sozinhos. Sabíamos desde 1977. Para quê voltar a isso?
Há meio século que Steven Spielberg já nos tinha avisado: eles estão entre nós. Eles são os extraterrestres, que chegaram ao cinema pelas mãos do realizador norte-americano em 1977, o ano de Encontros Imediatos de Terceiro Grau, um dos grandes momentos da arte cinematográfica do século XX. E se ag…

Jean Moulin, Thomas Mann, Estaline: viagem pelo mundo de ontem que pode ser o de hoje
Dois procuradores, do bielorusso Sergei Loznitsa: a partir de agora não vai ser possível continuar a sustentar que a obra de ficção do realizador é menos interessante ou grandiosa do que a obra documental. Sim, já havia My Joy, com que Loznitsa se estreou na longa de ficção. Era um filme de tonali…

Já temos dois Salazares. Só falta mais um...
José Filipe Costa psicanalisa o pai nosso. Isto é: psicanalisa-nos. Pai Nosso, Os Últimos Dias de Salazar não é um filme sobre o passado. Como aliás está a acontecer hoje com muitos "filmes de época": são mensagens para o presente. Mostrar o tempo que passou, o que já esquecemos e o que permanece l…

Cannes: nos bastidores de um dos maiores festivais de cinema do mundo
O que é que importa realmente num festival de cinema? Os filmes? A passadeira vermelha? A avaliar pelas fotografias que as agências enviam diariamente sobre a 79.ª edição do Festival de Cannes, é a segunda, onde desfilam os "talentos" vestidos por costureiros e disputando a atenção de um público qu…

Da curta feita na escola de cinema à adaptação de Coetzee, estes são portugueses em Cannes
São duas curtas e uma longa, três filmes, três realizadores portugueses que vão estar no festival de cinema de Cannes (de 13 a 24 de Maio). Tiago Guedes, realizador da longa, Aquí, adaptação da Triologia de Jesus de J.M. Coetzee, Daniel Soares, realizador de Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de …