A recente panteonização do historiador francês Marc Bloch e da sua mulher, Simone Vidal, oitenta e dois anos após as suas mortes, serve de ponto de partida para uma profunda reflexão de Rui Tavares sobre a história e para que serve a história. Marc Bloch e Simone Vidal entraram, por proposta de Emmanuel Macron, no Panteão de Paris, onde são agora evocados através de cenotáfios que preservam a sua memória, uma vez que os seus restos mortais permanecem no local de origem.
Figura nuclear da historiografia contemporânea, fundador da Escola dos Annales e da corrente da História das mentalidades; defensor de uma História entendida como ciência da humanidade e da mudança, Bloch distinguiu-se também pelo seu compromisso ético e político: recusou o exílio e integrou a Resistência francesa, acabando por ser preso e executado pela Gestapo em 1944.
Da interrogação do seu filho quando menino “para que serve a História?” nasceu Apologia da História, obra interrompida pela violência da guerra.
Mostrando-nos como a família se posicionou politicamente face à panteonização de Bloch e Vidal, Rui Tavares aproveita para refletir sobre o legado do historiador: a busca da verdade, a empatia pelo passado e a coragem perante a adversidade.

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