Ainda adolescente, Paulo Asunção saiu de casa, no interior do Paraná, para estudar. Formou-se em agronomia, passou por multinacional, enfrentou um grave acidente e quase mudou de rota — até que o destino o trouxe para Mato Grosso. Era início dos anos 90. Infraestrutura carente, muita estrada de chão, soja com produtividade enxuta e preços bem inferiores aos de hoje.
Mas ele ficou! E, como no exemplo do bambu chinês, passou anos criando raízes antes de finalmente romper a superfície.
O curioso é que o ponto de virada não veio de um plano de negócios. Veio da cerca ao lado. Um vizinho observava em silêncio a lavoura do Paulo melhorando. Entre uma conversa de fim de tarde e uma pinguinha, veio o convite:
“No dia que você vier olhar a sua plantação, olha a minha também?”
Ele aceitou. E, já naquela safra, a lavoura deu um salto de desempenho. Outros vizinhos bateram à porta. Assim nascia uma consultoria que hoje atende dezenas de produtores e centenas de milhares de hectares.
Nesta conversa, o nosso convidado explica por que alta produtividade é construída nos detalhes — da distribuição de plantas à vazão na aplicação — fala dos bastidores da estação própria de pesquisa, dos desafios da safra e abre espaço para o lado humano: família, sucessão e os filhos que agora caminham ao lado dele. Tudo isso às vésperas de mais uma edição do Dia de Campo, que começou com 30 pessoas e hoje reúne participantes de vários estados do país.
Um episódio para quem acredita que capricho, conhecimento e resultado andam juntos no campo!

#246 - Turismo, gestão e presença digital
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#245 - Jornada da sucessão
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#244 - Crédito, demarcação, insegurança jurídica
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