Falamos da Rússia e da revolta do Grupo Wagner. Miguel Sousa Tavares analisa a história que pode explicar o que não sabemos sobre os acontecimentos liderados pelo grupo. E do que sabemos, admite que o líder russo "sai fragilizado" do golpe que estava em marcha. Evitou-se, considera o cronista, um mal maior: "uma desordem gerada internamente numa autocracia", no país com maior número de ogivas nucleares. Deixa críticas a quem se animou com a ideia de que o importante seria derrubar Putin, sem pensar nas consequências e sem considerar que o grupo Wagner ("um bando de assassinos") é ainda mais perigoso que o líder russo. Sobre o futuro de Prigozhin diz que depende da forma como negociou a rendição. Se não estiver defendido, é mais um "candidato a saltar da janela".

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