Nasceu em maio de 1944, na freguesia da Barroca, no concelho do Fundão, e foi registada com o nome de Maria Isilda da Gama Gil. Com pouco mais de um ano veio para Lisboa. Com 14 anos, deixou a casa do pai e da madrasta. Sempre quis ser aquilo que viria a ser - atriz. Começou por oferecer violetas na promoção da peça Margarida da Rua, no Teatro Monumental, “Em Boa Verdade”, e na peça “Vamos Contar Mentiras”, que estreia ao lado de Florbela Queiroz e Raul Solnado. Muito da aprendizagem de cultura, teatro e de vida aconteceu numa “universidade” chamada Café Monte Carlo, mesmo ao lado do teatro onde cresceu. Aventureira e lutadora, com 21 anos estudou representação em Paris, aprendizagem que acumulou com as dignas tarefas de limpar casas e lavar pratos em restaurantes. O país conhece-a como Lia Gama e reconhece-a como uma das mais talentosas atrizes do nosso teatro, cinema, televisão e canção. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro.

Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”
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Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”
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Mário Cláudio: “Portugal continua a ser pequenino. A geração mais velha e a mais nova não se conciliam e as pessoas não são frontais, talvez por motivos históricos. O português tem capacidade de luta, mas não afronta o adversário”
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