Nasceu em maio de 1947, em África. De Angola guarda os espaços, as cores e o tempo. Viveu no Porto e mais tarde em Lisboa onde viu a Primavera "pela primeira vez", conta. Já convivia com a pintura em casa, mas tornou-se pintora por acidente. Viajou por diversas paragens, mas Paris foi a essência da carreira e a assinatura inconfundível da sua obra. Gosta de cores suaves, mas também pinta com tons fortes, principalmente quando olha para o mundo com olhos de esperança e luta. Quando perdeu o seu estúdio de 45 anos refugiou-se em casa, mas as suas mãos, que um dia a atraiçoaram, quase pondo fim à sua paixão pelos pinceis e tintas, trouxeram-lhe uma segunda vida. Ama pintar, entregou-se à arte durante tantos anos que nunca pensou ter uma família. Dezenas de prémios representam a vida de Gracinda Candeias. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40

Lia Gama: “Era uma criança muito solitária e brincava sozinha. Ia para a marquise, sentava-me com os pés numa cadeira e fazia diálogos, personagens. Não queria ser atriz, queria ser artista”
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Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”
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Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”
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