Ele é um dos grandes trovadores do nosso país. As suas letras são tão preciosas que deveriam ser ensinadas nas escolas como, noutra geração, as de Sérgio Godinho, José Mário Branco ou Zeca Afonso. Samuel Úria reflete sobre o mundo e sobre si próprio num balanço entre o sagrado e o profano, com o coração na boca e na guitarra, a anca bem colocada na pop e a prosa muito afiada com reflexão, crítica, protesto, mas também fé, amor e esperança. No final de 2024, o cantautor das patilhas lançou o disco 2000 A.D., um álbum que foi beber à sua própria inquietação e que é um espelho dos tempos nebulosos e turbulentos que vivemos. No próximo dia 12 de fevereiro, formará dupla com Manel Cruz em mais uma edição do “Conta-me uma Canção” e em Outubro irá lançar-se à prova de fogo dos Coliseus. Ouçam-no na primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
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Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
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Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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