Ouça aqui a segunda parte da conversa com a escritora Teolinda Gersão, que revela o seu processo de escrita, a começar por uma fase indomável, danada, onde vai tudo parar ao papel, e ao ecrã do computador, vindo do inconsciente, sem nenhum filtro. A autora assume que está agora nesse lugar, na escrita do novo romance, o momento da sua literatura mais libertador e prazeroso.
O que se segue é muito trabalho e dor até sentir ter escrito o que queria, o melhor que podia. Teolinda reflete ainda sobre os “loucos” que governam o mundo, o que o passado ensina, e o que espera do futuro.
Teolinda Gersão recorda ainda a carta manuscrita e desenhada que um dia recebeu da pintora Paula Rêgo, depois de ter ficado maravilhada com a sua escrita e com um conto em particular sobre uma velha.
E depois partilha algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de um dos seus contos, e outro de um livro de poesia do escritor e jornalista José Carlos de Vasconcelos e partilha uma sugestão cultural. Boas escutas!
Músicas
"Sonata Appassionata", por Alfred Brende, de Beethoven
"Goldberg Variations", por Glenn Gould, de Bach
"Partita nº2" por Martha Argerich, de Bach
“Le métèque”, de George Moustaki
Série
A série da Netflix “O Museu da Inocência” , baseada no romance de 2008, muito biográfico, de Orhan Pamuk, com o mesmo nome.
Livros
"Autobiografia não escrita de Martha Freud", de Teolinda Gersão
"Atrás da Porta e Outras Histórias", de Teolinda Gersão
"Os Setes Sentidos e Outros Lugares", de José Carlos de Vasconcelos

Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e para saber o que não sei. Escrever é uma porta para a esperança”
1:17:24

David Fonseca (parte 2): “A minha imagem pública é taciturna, mas levo a vida com humor e parvoíce. É uma forma eficaz de me manter alerta”
1:04:20

David Fonseca (parte 1): “Nunca me fascinou ser famoso. Vejo nisso a parte pior da música. Gosto é de fazer canções novas e de tocar ao vivo”
1:14:40