Patrícia Portela é uma artista multidisciplinar e um dos nomes mais interessantes e singulares da nossa literatura, em particular na arte da crónica, com uma escrita que balança entre o sarcasmo, a indignação e o encantamento pelo mundo. O seu último romance, “Hífen”, de 2021, foi finalista do Prémio Correntes d’Escritas e do Prémio Ciranda 2022. Durante a pandemia dirigiu o Teatro Viriato, em Viseu, de portas abertas para a comunidade, inventando novos palcos. E, no final deste ano, deixa a programação do espaço cultural “Rua das Gaivotas 6” para em 2025 se dedicar “a menos, com mais tempo”, a “pensar mais e melhor” ou a “dormir mais”. E perder-se nas horas à janela a escrever os vários romances que tem na cabeça e na gaveta. Ouçam-na na primeira parte desta conversa com Bernardo Mendonça

Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
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Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
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