Patrícia Portela é uma artista multidisciplinar e um dos nomes mais interessantes e singulares da nossa literatura, em particular na arte da crónica, com uma escrita que balança entre o sarcasmo, a indignação e o encantamento pelo mundo. O seu último romance, “Hífen”, de 2021, foi finalista do Prémio Correntes d’Escritas e do Prémio Ciranda 2022. Durante a pandemia dirigiu o Teatro Viriato, em Viseu, de portas abertas para a comunidade, inventando novos palcos. E, no final deste ano, deixa a programação do espaço cultural “Rua das Gaivotas 6” para em 2025 se dedicar “a menos, com mais tempo”, a “pensar mais e melhor” ou a “dormir mais”. E perder-se nas horas à janela a escrever os vários romances que tem na cabeça e na gaveta. Ouçam-na na primeira parte desta conversa com Bernardo Mendonça

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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