Nesta segunda parte da conversa, a jornalista Joana Gorjão Henriques revela quais foram os momentos mais transformadores da sua vida profissional, conta como o lado humanista dos pais a influenciou e como a experiência da maternidade, depois dos 40, se tornou a grande revolução pessoal, que a deixou mais em confronto consigo.
Depois deixa um olhar crítico às políticas do Governo, e ao papel dos media, a seu ver responsáveis em parte pelo crescimento da extrema-direita, pelo tempo de antena dado, e a forma "sensacionalista" e "pornográfica" como são abordados temas sensíveis como a imigração, "em busca de capitalização e mais cliques."
E ainda revela algumas das músicas que a acompanham, lê o poema "No Sorriso Louco das Mães", de Herberto Helder, e deixa várias sugestões de filmes portugueses que saíram recentemente. Boas escutas!

Lisa Vicente (parte 2): “Faz-me impressão o ‘achismo’ sobre o que não se domina. Isso pode ser feito no café, mas não veiculado para milhões de pessoas”
1:26:58

Lisa Vicente (parte 1): “É possível haver prazer sensual e sexual sem penetração. E pode até não passar pelos genitais. E é normal não haver sempre orgasmo”
1:04:26

Inês Marinho (parte 2): “Antes dizia que se há um fascista na mesa e te sentas, passam a ser dois fascistas. Mudei. É importante o diálogo”
54:19