Giovana Madalosso é uma das vozes mais interessantes da literatura brasileira da última década. Os seus livros agarram logo à primeira página e misturam tragédia e comédia com personagens femininas muito fortes. O último romance, “Batida Só”, que acaba de ser publicado em Portugal pela Tinta da China, partiu de uma aflição de saúde que a escritora viveu com a filha e que as levou numa romaria entre vários hospitais. O livro conta a história de uma jornalista que sofre uma tentativa de violação e passa a sofrer do coração e a ter uma batida cardíaca indomável, selvagem, errante, com arritmias que a colocam em risco de vida. Um médico aconselha-a evitar emoções fortes, a sentir menos, como parte do tratamento. Será que podemos viver sem sentir emoções fortes? Será uma forma de passar ao lado da vida? Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça

Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
1:00:25

Margarida Vila-Nova (parte 1): “Gosto muito de representar. A arte tem a capacidade de criar diálogo e de nos calçar os sapatos do outro. Enquanto houver diálogo há esperança”
1:11:11

Isabel do Carmo (parte 2): “Continuo a dar consultas aos 85 anos porque adoro ouvir histórias de vida, são fontes de sabedoria, e gosto mesmo de ajudar os outros”
1:34:01