Giovana Madalosso é uma das vozes mais interessantes da literatura brasileira da última década. Os seus livros agarram logo à primeira página e misturam tragédia e comédia com personagens femininas muito fortes. O último romance, “Batida Só”, que acaba de ser publicado em Portugal pela Tinta da China, partiu de uma aflição de saúde que a escritora viveu com a filha e que as levou numa romaria entre vários hospitais. O livro conta a história de uma jornalista que sofre uma tentativa de violação e passa a sofrer do coração e a ter uma batida cardíaca indomável, selvagem, errante, com arritmias que a colocam em risco de vida. Um médico aconselha-a evitar emoções fortes, a sentir menos, como parte do tratamento. Será que podemos viver sem sentir emoções fortes? Será uma forma de passar ao lado da vida? Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça

Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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Teolinda Gersão (parte 1): “Sou uma escritora do inconsciente. Escrevo para resistir e para saber o que não sei. Escrever é uma porta para a esperança”
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David Fonseca (parte 2): “A minha imagem pública é taciturna, mas levo a vida com humor e parvoíce. É uma forma eficaz de me manter alerta”
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