Giovana Madalosso é uma das vozes mais interessantes da literatura brasileira da última década. Os seus livros agarram logo à primeira página e misturam tragédia e comédia com personagens femininas muito fortes. O último romance, “Batida Só”, que acaba de ser publicado em Portugal pela Tinta da China, partiu de uma aflição de saúde que a escritora viveu com a filha e que as levou numa romaria entre vários hospitais. O livro conta a história de uma jornalista que sofre uma tentativa de violação e passa a sofrer do coração e a ter uma batida cardíaca indomável, selvagem, errante, com arritmias que a colocam em risco de vida. Um médico aconselha-a evitar emoções fortes, a sentir menos, como parte do tratamento. Será que podemos viver sem sentir emoções fortes? Será uma forma de passar ao lado da vida? Ouçam-na nesta conversa com Bernardo Mendonça

Joana Gorjão Henriques (parte 2): “A revolução de género ainda não chegou aos lares. Apesar dos avanços, as mães continuam a grande força motora das famílias”
58:45

Joana Gorjão Henriques (parte 1): “O racismo não é uma questão de direita ou de esquerda. A democracia herdou esse racismo, ainda não o resolveu”
1:27:06

Maria do Carmo Fonseca (parte 2): “É preciso uma mudança radical no ensino. Que não seja só despejar conhecimento em cima dos jovens, mas que os estimule a terem pensamento crítico”
1:08:14