Ela é sempre um acontecimento. Através do humor faz cheque-mate a pessoas machistas, retrógradas, conservadoras ou pudicas. Chama-se Marta Bateira, mas tornou-se conhecida em 2015 no Youtube como Beatriz Gosta, um alter ego de língua solta, sotaque orgulhoso do norte, sexualmente livre e empoderada, de carisma do outro mundo, que chegou rapidamente à rádio e à televisão. Foi também para acontecimentos destes, de 'Beatrizes' que metem o pé na porta e ocupam o espaço público, a reivindicar igualdade de direitos e a assumir tanto os seus desejos, como os desafios e cansaços da gravidez e da maternidade, que se fez o 25 de Abril. Em 2023, Beatriz Gosta estreou novo espetáculo, “Resort”. Espécie de sonho com pulseirinha e bar aberto perante uma realidade que a tem virado do avesso. Oiça aqui a primeira parte da entrevista.

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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