A direita europeia é uma família que cresce, mas que continua fragmentada. Entre o crescimento dos partidos nacional-conservadores, as vulnerabilidades do espaço político tradicional e as novas clivagens culturais e geopolíticas, conseguirão as várias direitas europeias encontrar um terreno comum?
João Marques de Almeida é doutorado em Relações Internacionais e Ciência Política pela London School of Economics e alguém que sabe do que fala quando se fala de Europa: trabalha há 20 anos, fora de Portugal, em temas europeus, geopolíticos e geoeconómicos e foi assessor do Presidente da Comissão Europeia José Manuel Durão Barroso entre 2006 e 2012. E é também alguém que sabe do que se fala quando se fala de direita, espaço a que pertence desde sempre. A partir do campo liberal-conservador, mas consciente do tanto que mudou na Europa, à esquerda e à direita, nas últimas décadas, João Marques de Almeida defende a importância da liberdade individual, da economia de mercado e da propriedade privada, sem esquecer os temas da imigração e da identidade que se tornaram determinantes no debate, e no combate, político. E continua a ser à esquerda, e não à direita, que vê as maiores ameaças à liberdade.
Tentando compreender como se desenrola, na Europa, a atual luta pela alma e liderança da direita, um combate que é político mas também intelectual, neste episódio passamos pela França, pelo Reino Unido, pela Alemanha e pela Itália. E por lideranças do passado, do presente e possivelmente do futuro, como Angela Merkel, Emmanuel Macron, Giorgia Meloni ou Jordan Bardella.
E, claro, falou-se de Europa e do projeto europeu que não deve, segundo João Marques de Almeida, ser abandonado, mas antes reformado, num contexto geopolítico e geoeconómico que é particularmente desafiante.

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