Descreve-se como um pequeno trator a andar pela vida: meio bruta, pouco lamechas, e nada dramática. Diz que se há um problema, foca-se logo na solução. Conta que foi assim que lidou com o cancro, tal como com todos os outros obstáculos que foi encontrando pelo caminho. Catia Goarmon, conhecida por todos de programas de cozinha como Tia Cátia, fez a biopsia que viria a confirmar o cancro da mama no último dia de 2021. Foi operada poucos meses depois, tirou, como costuma dizer, duzentos gramas de mama e fez radioterapia. Ao mesmo tempo que fazia os tratamentos, a mãe, com 81 anos, também foi diagnosticada com um cancro da mama e passaram juntas pela doença. Mas não eram os primeiros casos de cancro na família: o pai morreu quando tinha 50 anos, Cátia foi diagnosticada aos 49 anos e chegou a temer que a história se repetisse. Ainda assim, jura a pés juntos que o cancro não a mudou, nem a tornou uma pessoa melhor. No podcast Tenho Cancro. E Depois?, a Tia Cátia conta a sua história ao lado do médico Diogo Alpuim Costa, que a acompanhou durante o processo.

Andreia Catarino: “Ao quarto cancro fiquei revoltada. Falei mesmo com o universo: 'Isto já é ridículo.' Nem é um bom guião de filme”
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Helena Costa: “O cancro do pulmão foi um choque grande, uma pessoa pensa que é dos piores. Não dormia sem os comprimidos para a ansiedade”
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Vera Pinto Pereira: “A minha mãe geriu o cancro da mama com distância, sofri imenso com isso. Quando foi comigo fiz questão de fazer o oposto, não escondi nada dos meus filhos”
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