O milho que vai chegar à lavoura daqui a cinco, sete, dez anos já está sendo desenvolvido hoje. Mas como escolher agora a genética que vai responder aos desafios de um campo que continua mudando?
Essa é uma das responsabilidades do nosso convidado, líder global de pesquisa de milho da GDM.
Natural de uma pequena cidade no sul do Paraná, Cristian Brzezinski é filho de uma auxiliar de enfermagem e de um motorista de ambulância. Encontrou na Agronomia uma oportunidade de construir seu futuro e melhorar as condições de vida da família. Um estágio na Embrapa abriu o caminho para a pesquisa. E, desde então, nunca mais quis sair dela.
Hoje, o trabalho dele ajuda a construir os próximos passos de uma cultura que ganhou protagonismo na segunda safra e encontra novos mercados com a expansão do etanol.
Só que a demanda cresce junto com os desafios. Cigarrinha, doenças, falta de chuva. Como desenvolver híbridos capazes de produzir mais e oferecer maior segurança ao agricultor em condições tão diferentes? Quanto do potencial que existe na semente conseguimos aproveitar no campo?
No bate-papo, ele relata ensaios que alcançam 20 toneladas por hectare, sob condições favoráveis. Mas explica por que transformar potencial genético em resultado na lavoura exige muito mais do que uma boa semente.
Vamos falar de melhoramento, de novas ferramentas como a edição gênica e das escolhas que ajudam a preparar a cultura para as próximas safras.
Mas também vamos conhecer o homem que, fora da pesquisa, gosta de ligar a música, abrir um vinho e cozinhar para a família. E que gostaria de ouvir, um dia, uma frase simples: “Você acertou.” Um desejo que atravessa escolhas pessoais e profissionais — e ganha um significado especial quando os resultados levam anos para aparecer.