Ele nasceu em Itauçu, no interior de Goiás. Filho de um operador de guindaste, viu o pai ajudar a construir Brasília. De origem humilde, aprendeu cedo o valor do trabalho. Descobriu, ainda menino, que quase tudo vinha da terra… e transformou o quintal de casa em uma espécie de laboratório improvisado, onde plantava o que a curiosidade de criança mandava: grãos, moedas, macarrão… até ovo.
Anos depois, aquela curiosidade ajudaria a construir uma das maiores transformações da agricultura brasileira. O menino que tentava entender como as coisas nasciam do solo se tornaria um dos nomes mais respeitados da sojicultura nacional.
Biólogo, pesquisador, professor e uma das mentes por trás da tropicalização da soja no Cerrado brasileiro, Sérgio Abud está há mais de quatro décadas ajudando o país a desenvolver cultivares, enfrentar ameaças fitossanitárias e transformar produtividade em potência agrícola.
Hoje, como vice-presidente do CESB — Comitê Estratégico Soja Brasil — segue cruzando o país levando uma reflexão que faz cada vez mais sentido dentro da porteira:
A soja brasileira já tem genética. Já tem tecnologia. Já tem informação. Então por que tantas lavouras ainda produzem abaixo do próprio potencial?
Foi observando essa diferença entre potencial e realidade que ele passou a provocar produtores de todo o Brasil com uma pergunta simples… e ao mesmo tempo desconfortável:
“Onde estamos perdendo produtividade?”
Um questionamento que obriga o agro a olhar para dentro da própria lavoura. Afinal, nem sempre o próximo salto de produtividade está em uma nova tecnologia. Muitas vezes, ele está nos erros silenciosos, nas decisões mal ajustadas e nos pontos do sistema onde a soja deixa de expressar tudo aquilo que poderia entregar.

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