O descontentamento cresce, mas a extrema-direita parece ser quem mais ganha com isso. Não vivemos o tempo das grandes manifestações contra a troika e o Bloco de Esquerda continua a ter dificuldade na sua implantação social. É neste contexto que Mariana Mortágua sucede a Catarina Martins, a primeira vez que uma mulher substitui outra mulher na liderança de um partido, em Portugal. E pouco usual no mundo. Economista, deputada do Bloco de Esquerda há dez anos – chegou pela primeira vez a deputada por escolha da direção, depois de ter concorrido em 14º lugar. Notabilizou-se nas comissões de inquérito à banca, onde mostrou a sua preparação, capacidade de trabalho e combatividade. Apesar de ter apenas 36 anos, é uma tribuna experimentada. Ninguém duvida da sua capacidade mediática e técnica como líder. Mas coordenar um partido com as particularidades do Bloco de Esquerda, construído de várias sensibilidades e culturas, é coisa que só se sabe fazer com o tempo. Regressa hoje ao Perguntar Não Ofende, desta vez como nova Coordenadora do BE.

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