Há um ano, quando tomou posse, prometeu uma era dourada para os EUA. Não foi bem o que aconteceu. Donald Trump mudou radicalmente os EUA e a ordem internacional. Estava tudo previsto, ou quase tudo, no chamado Projecto 2025, o guião elaborado pela ultraconservadora Fundação Heritage.
A centralização do poder no presidente (em detrimento do congresso), o desmantelamento da administração federal (a substituição de funcionários públicos por fieis funcionários), a instrumentalização do Departamento de Justiça para perseguir os seus inimigos (como o chairman da Reserva Federal, Jerome Powell), o negacionismo na ciência e a abolição do Departamento de Educação, a caça ao imigrante e as deportações em massa, a estigmatização das minorias, o controlo político das universidades ou da liberdade de expressão.
A lista de tropelias é longa. Demasiado longa. Mas Trump não quer ser apenas dono da América. Também parece que quer ser dono disto tudo. A nova Estratégia de Segurança Nacional consagra a lei da força e o regresso ao expansionismo do século XIX. A visão imperial de Trump já teve o episódio venezuelano, com o rapto de Nicólas Maduro. Quais serão os próximos?
O presidente dos EUA tem pressionado Panamá, Colômbia, Canadá ou Dinamarca. A sua nova exigência é a Gronelândia.
Como é que a União Europeia se pode defender do antigo aliado caso este se torne a sua principal ameaça?
Neste episódio, Diana Soller, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisbia, faz o balanço de um ano de mandato de Donald Trump.

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