António José Seguro ou André Ventura? Confirmaram-se as previsões. O eleitorado vai escolher um deles como Presidente da República, a 8 de Fevereiro. O primeiro, com 30% dos votos, é o vencedor inesperado destas eleições, após 10 anos longe da vida política e de ter tido um apoio hesitante do seu próprio partido. José Luís Carneiro, líder do PS, pediu a todos os democratas que se unissem numa segunda volta, associando-se a esta vitória.
O facto de André Ventura, chegar à segunda volta, com 24% dos votos, significa que o Chega continua a manter um eleitorado fidelizado e permite-lhe dizer que é o novo líder da direita”.
João Cotrim, com 15%, foi o terceiro candidato mais votado, reforçando a fragmentação da direita, situando-se à frente de Luís Marques Mendes, que teve 12%, um pouco menos do que a votação de Henrique Gouveia e Melo. Nunca um candidato apoiado pelo PSD ou por um partido do Governo tinha obtido resultados tão baixos. Mendes não quis pronunciar-se sobre quem escolher numa segunda volta.
E Luís Montenegro, primeiro-ministro e líder do PSD, também não, com o argumento de que o espaço político do seu partido não estará representado a 8 de Fevereiro.
Filipe Teles, cientista político e investigador da Universidade de Aveiro, analisa os resultados da noite eleitoral e explica que a vitória de Seguro foi a vitória da política do normal e da moderação.

A temperatura da campanha medida pelos repórteres do PÚBLICO
26:31

O regime do Irão está condenado, mas vai resistir até ao fim
16:42

Sondagem: há três candidatos mais próximos de Belém e Seguro é o favorito na 2.ª volta
18:29