Os EUA começaram a aplicar ontem novas tarifas alfandegárias gerais de 10%, após a decisão do Supremo Tribunal, que considerou que o Presidente não tinha poder para aplicar grande parte dos aumentos de taxas alfandegárias feitos ao longo do último ano
Donald Trump recorreu a uma secção da Lei do Comércio de 1974, para contornar a decisão judicial, que tanto lhe desagradou, e que tem vastas implicações na economia mundial.
Trump começou por falar na aplicação de uma taxa de 10%, que subiu um dia depois para 15%, e que depois baixou de novo para 10%.
Neste momento, existem várias dúvidas. As tarifas vão manter-se neste último valor? Os 10% agora anunciados são acrescentados às tarifas já em vigor antes da chegada de Donald Trump à Casa Branca?
No caso dos países da União Europeia, as taxas efectivas poderão superar os 15%, que foi o limite máximo estabelecido no acordo comercial estabelecido com os EUA?
A União Europeia pretende congelar o processo de ratificação do acordo comercial com os EUA. E esta instabilidade, o proteccionismo de Trump, está a fazer com que o bloco europeu seja o destinatário das exportações portuguesas.
Afinal, quem ganha e quem perde com as tarifas de Donald Trump?
Questões para abordarmos, neste episódio, com Sérgio Aníbal, jornalista do PÚBLICO, especialista em macroeconomia.

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