Donald Trump disse, a 2 de Janeiro deste ano, que os EUA estavam preparados para atacar o Irão. Milhares de pessoas contestavam, então, o regime dos ayatollahs. Fontes oficiais confirmaram três mil mortes decorrentes dos protestos, enquanto médicos no terreno apontavam para as 30 mil vítimas mortais.
Na semana passada, representantes dos dois países reuniram-se, em Genebra, na tentativa de chegarem a acordo sobre o desenvolvimento do programa nuclear iraniano.
Na mesma cidade, e um dia depois, delegações do Irão, China e Rússia reuniam com o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica para discutir o enriquecimento de urânio.
Os EUA têm vindo a concentrar na região um forte dispositivo militar, à semelhança do que fizeram na Venezuela, aquando do rapto de Nicolás Maduro, e Donald Trump estabeleceu um prazo de dez dias para se alcançar um acordo.
Caso contrário, afirmou, poderão acontecer “coisas más”. Entretanto, vai tentando dar forma ao seu Conselho de Paz, com o qual quer supervisionar a ONU.
O Irão, por seu turno, garante que o seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos, como diz o seu presidente, e já fez saber às Nações Unidas que vai responder de “forma decisiva” caso seja atacado.
Washington quer travar o desenvolvimento iraniano de armas nucleares e, ao mesmo tempo, derrubar o regime teocrático? Afinal, porque é que os EUA querem atacar os EUA, pela segunda vez, em menos de um ano.
A convidada deste episódio é Maria João Guimarães, jornalista do PÚBLICO que acompanha a situação política no Médio Oriente.

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