Três décadas depois da criação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, a dúvida mantém-se: para que é que serve, realmente, a CPLP?
Na conferência de chefes de Estado, na última sexta-feira, em Bissau, Portugal, Brasil e Angola não se se fizeram representar pelos respectivos chefes de Estado, o que é um sinal de desvalorização e de desconforto com o ciclo que a organização vai iniciar.
A Guiné-Bissau vai ocupar a presidência rotativa do país nos próximos dois anos. No som de abertura deste episódio, ouvimos o presidente guineense desejar relevância e unidade à organização.
E em 2027, a presidência caberá à Guiné Equatorial. A ditadura de Obiang continua a ser o principal embaraço da CPLP, pelo que a conferência acabou sem consenso quanto ao país que irá suceder à Guiné-Bissau.
A lei de estrangeiros, que reduz a mobilidade dos cidadãos da comunidade CPLP em Portugal, pode levar outros países a adoptarem leis recíprocas? A demolição de barracas, em Loures, habitadas sobretudo por são-tomenses e cabo-verdianos, é outro exemplo do distanciamento e da falta de solidariedade de Portugal para com cidadãos de países de língua portuguesa?
A convidada deste episódio é Ana Lúcia Sá, professora do Iscte e especialista em questões africanas.

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