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Sai o “presidente dos afectos”, entra o "presidente previsível”

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Umas vezes, Marcelo Rebelo de Sousa foi feliz e sabia disso. Outras, terá sido feliz, mas sem o saber. O 20.º Presidente da República será recordado como o presidente dos afectos, das selfies e da proximidade.

Marcelo terminou os dois mandatos como Presidente da República, retomando a proximidade com a população, na sequência da calamidade provocada pelas tempestades e cheias.

Esse foi o seu estilo predominante, que contrastou largamente com o estilo do antecessor e que não será seguido pelo sucessor, certamente. Essa proximidade e interesse pelas pessoas conduziu-o a um dos momentos que marcaram o seu segundo mandato e que ficou para a História como o “caso das gémeas”.

Mas Marcelo será também recordado como o presidente da instabilidade política, do recorde de dissoluções parlamentares.

Há quem o acuse de banalização institucional da presidência, devido aos seus comentários constantes sobre tudo e sobre todos.

O fim da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa é a conclusão de um ciclo político. O Palácio de Belém tinha sido até aqui ocupado por presidentes que participaram na transição para a democracia. Ora, não é esse o perfil de António José Seguro, que hoje toma posse como Presidente da República.

Qual foi o principal legado de Marcelo e que esperar de Seguro, para além da sua previsibilidade? David Santiago, editor da secção de Política do PÚBLICO, responde a estas e outras questões.

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