A expressão “restaurante étnico” foi a forma encontrada no final do século XX para os jornalistas e críticos dos EUA se referirem aos restaurantes das comunidades emigrantes, sublinhando o seu exotismo sem caírem na armadilha da “raça”. A partir desse ponto de vista, Ricardo Felner traça um retrato da forma como comida de países como a China, a Índia ou Cabo-Verde é vista como “étnica” e a comida “europeia” quase nunca o é.
Não nos podemos esquecer que, também por cá, referimos-nos aos restaurantes indianos, cabo-verdianos ou chineses como “étnicos”. O que é interessante, é que nem todas as comunidades de imigrantes têm restaurantes étnicos. Há comunidades que têm restaurantes italianos, por exemplo. Será que alguma coisa mudou entretanto?

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