Carlos Vidal convida Paula Bochecha Lebre que, entre tantas coisas, é também a "mãe de Beatriz", a jovem estudante de mestrado que em 2020 perdeu a vida às mãos de um agressor, um colega de curso, que foi preso e morreu na prisão. Nesta entrevista, fala-se sobre o riso na desgraça, na tristeza e na dor. Será que ele desaparece? E, quando regressa, será o mesmo? O humor pode ser um mecanismo de luto, ou não devemos brincar com assuntos sérios? Oiça em podcast esta conversa em que se falou também pena de morte, violência de género e humanismo e onde imperou a empatia, a compaixão e "o sorriso que, aliado à memória, nos eterniza".

João Décio Ferreira: “O género é a manifestação do sexo do cérebro. Como não o podemos mudar, alteramos o sexo do corpo, para estarem em perfeita sintonia”
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"O sorriso tornou-se a minha arma. Como não consigo bater numa pessoa que esteja chateada comigo, rio-me da situação”
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Sérgio Melo: “Pode haver riso e boa disposição na guerra, ali somos todos iguais, todos parceiros. Quando um está triste ou feliz, estamos todos”
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