Ghost in the Machine, de Valerie Veatch, foi um dos títulos em destaque no último Sundance Film Festival e foi um dos filmes programados no Indielisboa, festival que ainda decorre. Por causa desse documentário, No Escuro saiu pela primeira vez do estúdio de gravação e participou num debate — aconteceu no último fim-de-semana, na Culturgest, em Lisboa — que tentava enquadrar a torrencial muralha de informação, dúvidas e angústia que do filme se liberta.
O que é a Inteligência Artificial e que forças, ideológicas, políticas, a dominam? Onde já vai a idade dourada, salvífica, da relação do homem com a tecnologia? É o tempo, hoje, do "tecno-fascismo"?
Em suma, é desta que vamos ser exterminados? Ou esta angústia é apenas a enésima variação de um medo ancestral do homem perante a máquina?
Participaram neste debate dois cépticos e um optimista. É o que podemos chamar, optimista, a José Bragança de Miranda, professor da Lusófona, especialista em Teoria da Cultura e dos Media, Cibercultura e Artes Contemporâneas. Talvez seja, no caso dele, a sedução do caos.
Já Bruno Abib, que estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e desde 2017 trabalha como montador em curtas e longas-metragens de ficção e documentário, e Catarina Rao, designer gráfica que tem desenvolvido o seu trabalho numa vertente mais pessoal e também para marcas comerciais, têm metido as mãos na massa, como se costuma dizer. Utilizam ferramentas da IA. E estão num momento de dúvida e de questionamento pessoal.
Oiçam-nos.
No Escuro é um podcast com os jornalistas Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara, para ouvir todas as sextas-feiras no site do jornal ou na sua plataforma preferida. A música do genérico é um excerto de The Hidden Desert, gentilmente cedido pelo Rodrigo Amado Quartet (Rodrigo Amado, Joe Mcphee, Kent Kessler e Chris Corsano).

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