Nesta segunda parte da conversa, o professor universitário, filósofo e ambientalista Viriato Soromenho-Marques reflete sobre as utopias e distopias atuais da sociedade. “As utopias adormecentes são tão poderosas que não reconhecemos no rosto dos nossos filhos as ameaças do futuro.”
Depois refere a paz como a maior invenção da Humanidade, abre o livro sobre as reais ameaças do aquecimento global e deixa um apelo à responsabilidade perante as gerações futuras. “Se não se travar o aquecimento global, nos próximos séculos uma parte considerável do planeta pode estar inabitável.”
E ainda lê um excerto de Nietzsche sobre a “morte de Deus”, fala com orgulho da família e dos dois filhos emigrados, deixa várias sugestões culturais, revela alguns dos seus pequenos prazeres quotidianos e explica por que acredita que "o humor é fundamental para colmatarmos a nossa ignorância e mortalidade”. Boas escutas!
ERRATA: Por lapso, nesta conversa a investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Tatiana Moura, é referida erradamente como Tânia. Tatiana Moura é também co-coordenadora do Observatório Masculinidades.pt.

Susana Moreira Marques (parte 2): “A literatura é uma boa maneira de não formarmos opiniões rápidas. A boa literatura não nos fecha num ponto de vista”
1:24:21

Susana Moreira Marques (parte 1): “Escrevo para que as histórias sobrevivam à inevitabilidade do desaparecimento. As pessoas desaparecem, mas algo perdura”
1:29:15

Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”
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