Nesta segunda parte da conversa, a escritora Susana Moreira Marques revela como se relaciona com os princípios que estão na origem dos seus textos, livros e projetos. Depois reflete sobre o estado atual do jornalismo e sobre a importância de uma literatura que nos devolva tempo para pensar e para escutar os outros.
Quanto aos desafios da tecnologia, a autora afirma que se aflige ao ver escritores que escrevem livros como se fossem máquinas — e jornalistas que fazem o mesmo. E deixa um conselho: “Não imitemos as máquinas.”
No final, dá-nos a conhecer algumas das músicas que a acompanham, lê um excerto de Pequenas Coisas como Estas, de Claire Keegan, partilha várias sugestões culturais e revela algumas das pequenas coisas que lhe dão prazer. Boas escutas!

Susana Moreira Marques (parte 1): “Escrevo para que as histórias sobrevivam à inevitabilidade do desaparecimento. As pessoas desaparecem, mas algo perdura”
1:29:15

Dalila Carmo (parte 2): “Acredito no poder da emoção e da fragilidade. É preciso ser-se muito forte para expôr vulnerabilidades”
57:29

Dalila Carmo (parte 1): “A minha intensidade está mais moderada. Já não me levo tão a sério. Estou sem pressa para nada e mais contemplativa”
1:19:17