Depois de tantos anos na luta de tantas causas e tantos embates como consegue a atriz Lucélia Santos preservar essa capacidade quase infantil de se encantar com o mundo? Nesta segunda parte da conversa, a atriz revela como preserva um certo encantamento pelas coisas, e como se resguarda do que não gosta.
Lucélia recorda alguns dos seus êxitos do passado e um certo filme em que aparecia desnuda, com uma cobra, e que constava na biblioteca de Fidel Castro. A atriz chega a falar da sua relação com o ativista Chico Mendes, do seu caminho na luta pela preservação da Amazónia e de como a crise climática diz respeito a todas as pessoas para que haja futuro no planeta.
Lucélia Santos partilha ainda algumas músicas que a acompanham, lê um excerto do livro “Crime e Castigo”, de Dostoievski, e deixa algumas sugestões culturais. Boas escutas!

Joana Gama (parte 1): “Quanto menos falamos, mais pensamos e ponderamos. O silêncio tem para mim uma importância extrema: preciso dele para me ouvir”
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Lucélia Santos (parte 1): “É difícil essa coisa do mito. Estou radicalmente fora da sociedade de consumo, de glamour, de falsidades, da exposição egóica”
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Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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