Foi sem surpresa que o psicólogo social Rui Costa Lopes viu o partido da direita radical português ter um crescimento galopante nos últimos 5 anos ao passar de 1 deputado para os atuais 50. Isto porque há muito que este investigador estuda um certo gigante que andava adormecido na sociedade e que despertou do silêncio quando o líder do Chega começou a propagar ideias e crenças extremistas que andavam caladas. Rui Costa Lopes acaba de publicar um livro que explica em parte este fenómeno. Chamou-lhe “Preconceito e Discriminação em Portugal”, numa edição da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde analisa a raiz deste problema, desmonta ideias e crenças negativas sobre minorias e aponta soluções. Eis o ponto de partida para esta conversa. “Achávamos que a experiência do passado nos protegia da extrema direita, mas a memória luso-tropicalista e representações benevolentes do passado podem explicar em parte estes resultados.” Oiça aqui a primeira parte da entrevista com Bernardo Mendonça.

Maria do Carmo Fonseca (parte 2): “É preciso uma mudança radical no ensino. Que não seja só despejar conhecimento em cima dos jovens, mas que os estimule a terem pensamento crítico”
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Maria do Carmo Fonseca (parte 1): “É possível atrasar o envelhecimento. O desafio da Ciência é levar-nos aos 100 anos com boa cabeça e qualidade de vida”
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Ana Deus (parte 2): “A vaidade isola-nos e é ridícula. Já me escondi atrás da vaidade, na pose da artista. Não sou vaidosa, não quero falar do meu umbigo”
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