Raquel Freire é uma cineasta e argumentista que acredita profundamente no poder do cinema na construção da liberdade e de mundos novos. E filma o que a incomoda, o que a apaixona, o que a inquieta e o que quer mudar e libertar no país. Autora de uma vasta filmografia e do recente “Mulheres do meu país”, que passou na RTP, a cineasta alerta para o facto do cinema ter sido realizado até agora maioritariamente “por homens para homens”. Como contraponto aos heróis de Abril, Raquel prepara neste momento a longa metragem “Mulheres de Abril”, sobre as heroínas que lutaram pela liberdade em Portugal e em África. “Perguntei a várias destas mulheres antifascistas, como lidavam com o medo em momentos críticos. Quando tinham a Pide atrás, estavam a fugir ou foram torturadas. Elas pensavam nos sonhos que tinham e no que queriam, respiravam fundo dez vezes e continuavam. Recentemente, quando tive um linfoma, e senti medo da doença, fiz o mesmo que elas.”

Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
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Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
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Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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