Raquel Freire é uma cineasta e argumentista que acredita profundamente no poder do cinema na construção da liberdade e de mundos novos. E filma o que a incomoda, o que a apaixona, o que a inquieta e o que quer mudar e libertar no país. Autora de uma vasta filmografia e do recente “Mulheres do meu país”, que passou na RTP, a cineasta alerta para o facto do cinema ter sido realizado até agora maioritariamente “por homens para homens”. Como contraponto aos heróis de Abril, Raquel prepara neste momento a longa metragem “Mulheres de Abril”, sobre as heroínas que lutaram pela liberdade em Portugal e em África. “Perguntei a várias destas mulheres antifascistas, como lidavam com o medo em momentos críticos. Quando tinham a Pide atrás, estavam a fugir ou foram torturadas. Elas pensavam nos sonhos que tinham e no que queriam, respiravam fundo dez vezes e continuavam. Recentemente, quando tive um linfoma, e senti medo da doença, fiz o mesmo que elas.”

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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