É o atual diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II e acaba de repor o espetáculo “Casa Portuguesa”, em cena até 7 de julho, no Maria Matos, em Lisboa. Uma peça escrita e encenada por si após as duras críticas por se afirmar gay quando ocupou o atual cargo. Em cena pôs em discussão os ideais tradicionais de casa, de família, de género, tendo como pano de fundo os acontecimentos recentes da nossa democracia e a mais dolorosa ferida da nossa História, a guerra em África. Sobre a discussão levantada pelo Presidente de uma reparação histórica às antigas colónias, afirma: “É um assunto importante e espinhoso, porque estamos a falar de massacres cometidos em nome do nosso país e dos quais continuamos a beneficiar. A riqueza deste país fez-se dessa exploração e matança”. Oiça aqui a primeira parte da entrevista.

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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