Há mais de duas décadas que Nuno Baltazar é um dos nomes mais interessantes e incontornáveis da moda de autor portuguesa. As mulheres são o mar profundo que norteia as suas criações e que lhe valeram inúmeros prémios, como o Globo de Ouro de melhor designer do ano, em 2013, e a comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 2015. Para ele a beleza tem muitas formas. “Sempre achei a falha e o desequilíbrio fascinantes, porque é humano, tem camadas. A perfeição é aborrecida.” Em 2019 bateu com a porta do Portugal Fashion e afirma ter ganho ar. “O Portugal Fashion é um trampolim para uma carreira política dos dirigentes da ANJE. E os criadores de moda vestem um papel ingrato. Estava a ser destratado. Aprendi que quando temos a coragem para ter voz passamos a ser mais respeitados.” No próximo dia 12 de março, Nuno Baltazar apresenta a sua 38ª coleção, pelas 19h30, na Moda Lisboa, em Marvila. Uma criação a que chamou “Transverse”, a cruzar a cultura popular com a cultura queer, numa reflexão sobre os novos movimentos identitários.

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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