Voltamos a republicar uma das conversas mais marcantes do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, com a escritora e poetisa Maria Teresa Horta, gravada em novembro de 2019, na sala da sua casa. Feminista e insubmissa, ela é uma das poucas poetisas portuguesas a afirmar o desejo na sua escrita, e sempre lutou pela liberdade. Autora de obras polémicas, como “Ambas as Mãos sobre o Corpo”, “Minha Senhora de Mim” e “Novas Cartas Portuguesas” (esta última assinada com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, conhecidas como “As Três Marias”), que escandalizaram um certo Portugal puritano, valeram à escritora um espancamento na rua e a quase prisão. Diversas vezes premiada, aqui fala do último livro “Quotidiano Instável”, que reúne as crónicas que escreveu no jornal “A Capital” entre 1968 e 1972. Um quase romance, que descola da realidade para contar vida(s). E, neste episódio, a poetisa fala do seu desassossego que a deixa acordada a escrever madrugadas inteiras e conta algumas páginas do bom livro que a sua vida de daria. Boas escutas!

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
1:07:45

Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
1:11:50

Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
57:49