Marco Mendonça deu logo que falar em 2019 como autor e intérprete da peça “Parlamento Elefante”, junto com João Pedro Leal e Eduardo Molina, que foi o projeto vencedor da primeira edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. Desde 2020 integra o elenco de um dos espetáculos mais marcantes dos últimos anos, “Catarina e a beleza de matar fascistas”, de Tiago Rodrigues, em digressão internacional. O ator e criador volta agora a cena, a solo, com a reposição do espetáculo “Blackface”, estreado em 2023 no Festival Alkântara e que pode ser visto no TBA, em Lisboa, até ao dia 7 de Setembro. Para esta conferência musical — entre o stand-up e a fantasia, entre a sátira e o teatro físico, entre o burlesco e o documental —, Marco Mendonça procura os limites do que pode ser representado num palco, partindo de experiências pessoais e da história do ‘blackface’ como prática teatral racista, desde as suas raízes nos EUA ao seu caminho e expressão em Portugal. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça. Boas escutas!

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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