É um dos criadores mais relevantes da nossa ficção e há muito que leva aos palcos de teatro e ao grande ecrã as histórias das pessoas que não têm voz. Autor de filmes como “Alice”, “São Jorge” ou, o mais recente, “Great Yarmouth — Provisional Figures”, as suas obras partem de muita pesquisa e recolha documental antes de serem filmadas ou encenadas. E nesse processo passou a ter o hábito de trabalhar também com ‘não atores’, que contam as suas vidas ou as da sua comunidade. Como aconteceu nas suas últimas peças, “Pêndulo”, num elenco feito com trabalhadoras imigrantes precárias, e “Blooming”, representado por crianças institucionalizadas. Num confronto entre arte e vida, vida e arte. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Luísa Semedo (parte 2): “Não acredito em nenhuma religião, mas acredito no amor e na música. Se os extraterrestres viessem à Terra, mostrava-lhes o Prince”
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Joaquim Letria (1943-2026): “Estamos cada vez mais entregues à bicharada. Mas não culpo os jovens”
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Luísa Semedo (parte 1): “É quase impossível separar a pessoa queer que sou da pessoa crioula que também sou. Está tudo misturado. Sou uma Kuirola”
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