É um dos criadores mais relevantes da nossa ficção e há muito que leva aos palcos de teatro e ao grande ecrã as histórias das pessoas que não têm voz. Autor de filmes como “Alice”, “São Jorge” ou, o mais recente, “Great Yarmouth — Provisional Figures”, as suas obras partem de muita pesquisa e recolha documental antes de serem filmadas ou encenadas. E nesse processo passou a ter o hábito de trabalhar também com ‘não atores’, que contam as suas vidas ou as da sua comunidade. Como aconteceu nas suas últimas peças, “Pêndulo”, num elenco feito com trabalhadoras imigrantes precárias, e “Blooming”, representado por crianças institucionalizadas. Num confronto entre arte e vida, vida e arte. Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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