É o realizador da série satírica “Pôr do Sol”, que colocou boa parte do país a rir com a família Bourbon de Linhaça e um certo absurdo e ridículo que ainda hoje se reconhece nas fórmulas gastas de muitas telenovelas. Manuel Pureza assume que, depois de dez anos a dirigir novelas, a série que assinou a gozar com estes formatos foi a sua purga de um modelo que para si não faz mais sentido. “A novela é estupidificação, quando podia ser catapulta, arma de educação, entretenimento do bom e reflexo de quem somos.” Na sequência do sucesso de “Pôr do Sol”, Manuel realizou agora a série “FELP”, que acaba de estrear no Canal 1, da RTP. Uma comédia que junta actores reais e bonecos de esponja, que afirma ser sobre a diferença, identidade e empatia. Onde não falta ironia, subversão e tangência com assuntos que polarizam a sociedade. Ouçam-no na primeira desta conversa com Bernardo Mendonça.

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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