Nesta segunda parte da conversa, a filósofa, escritora e cronista Luísa Semedo reflete sobre a empatia como forma de construir um melhor futuro, fala do namoro atual que a relaxa, da maternidade, da solidão, das amizades que resistem aos seus desaparecimentos e reclusões, e da insónia que a acompanha há anos.
Partilha ainda as inquietações com o futuro das novas gerações, as memórias de infância no Bairro da Serafina e as pequenas coisas que lhe devolvem a calma e a paz que associa à felicidade.
E revela aquilo em que ainda acredita, apesar de tudo: o amor, a música e a capacidade humana de continuar a lutar, com alegria.
No final, ainda lê um discurso potente e desassombrado da deputada trans brasileira Erika Hilton, partilha as músicas que a acompanham e os seus prazeres quotidianos. Boas escutas!
MÚSICAS
«Siamo Tutti», Krav Boca
«O Resto do Mundo », Gabriel o Pensador
“Ma reverence”, Veronique Sanson
SUGESTÕES CULTURAIS
Foram as obras que trouxe do Festival Literário Fólio, em Óbidos: o livro de Marta Lança "Essas Pessoas na Sala de Jantar", da Tigre de Papel, e da Ana Bessa Carvalho "Massa Mãe" (editora Urutau)
LEITURA
Excerto retirado do discurso original de Erika Hilton (novembro de 2022),
proferido após a sua eleição histórica enquanto mulher trans, negra, favelada, para
o Congresso Nacional brasileiro, posteriormente integrado na canção A Luta
(Okmuzik Records, 2024), uma colaboração com Las Bibas From Vizcaya e
Dolores Dores.

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