Lisa Vicente é uma médica ginecologista, obstetra e sexóloga que trabalhou muitos anos na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, e apesar de já ter feito mais de mil partos, garante continuar a emocionar-se com cada um. Mas afirma não achar menos válidas as vezes em que ajudou na interrupção voluntária da gravidez. Ou quando atendeu mulheres que sofreram mutilação genital ou foram sobreviventes de violência sexual. “Nenhuma das coisas deve ser considerada mais bonita do que a outra.” Há cinco anos publicou o livro “O Atlas da V.”, como resposta à desinformação sobre os órgãos genitais femininos, ainda envoltos em mistério, até mesmo para muitas mulheres. Em 2023 foi distinguida com o “Prémio Ativa” na categoria de Ciência, “por ser uma militante ao serviço da saúde da mulher”. Nas suas consultas atende mulheres cisgénero, pessoas trans e deixa a máxima: “Incluamos a diversidade como riqueza da sociedade.”

Ana Guiomar (parte 2): “Escolho sempre a alegria, mesmo num dia melancólico. Procurei a terapia, que me trouxe segurança e onde aprendo a dizer 'não'”
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Ana Guiomar (parte 1): “Somos todos ridículos e ainda bem. Gosto muito do meu lado de revisteira. Mas também tenho mau feitio”
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Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
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