Lila Tiago é a voz das “Fado Bicha”. E, desde 2017, acompanhada pelo guitarrista João Caçador, ocupa um novo lugar queer no fado. Esta artista trans bicha, como a própria se descreve, é toda audácia e revolução e não se furta ao desconforto que a sua banda provoca por trazer para a canção mais popular e portuguesa do país outras formas de amar, de existir e de olhar para o passado. “Não surgimos para incomodar. Mas sabemos que incomodamos um entendimento que abafava artistas como nós no fado.” Contas feitas as “Fado Bicha” fizeram mais de 250 concertos, em Portugal e não só, participaram no Festival da Canção e lançaram o disco de estreia, "OCUPAÇÃO", em 2022. E, já no próximo dia 17 de abril, estreia o documentário “As Fado Bicha”, realizado por Justine Lemahieu, que conta este caminho de resistência musical. Ouçam-na na primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça.

Ana Guiomar (parte 2): “Escolho sempre a alegria, mesmo num dia melancólico. Procurei a terapia, que me trouxe segurança e onde aprendo a dizer 'não'”
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Ana Guiomar (parte 1): “Somos todos ridículos e ainda bem. Gosto muito do meu lado de revisteira. Mas também tenho mau feitio”
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Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
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