Na segunda parte desta conversa, Laborinho Lúcio começa por responder a uma pergunta do jurista e político Guilherme d´Oliveira Martins e faz-se justiça ao homem que é atualmente, acima de tudo, um escritor com quatro obras de ficção publicadas. Começou a escrever já depois dos 70 - a provar que podemos ter várias vidas nesta vida, e que podemos reinventar-nos em qualquer idade. E sobre si afirma que “é um jovem romancista com um grande futuro atrás”. E ainda fala dos desafios da Educação e da Inteligência Artificial, revela as músicas que o acompanham, lê um poema de Natália Correia para celebrar o centenário do seu nascimento, e recorda o momento em que a escritora e poeta o chegou a ‘expulsar’ do bar “Botequim”. Boas escutas!

Luca Argel (parte 2): “Sou otimista por escolha, não por natureza. É fundamental não abrirmos mão dos sonhos, do encanto, da poesia. A arte pode ser útil nesse exercício”
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Luca Argel (parte 1): “A vida não acontece, não se dá, se não houver espaço para a surpresa, para o inesperado. É preciso haver uma casa vazia no tabuleiro”
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Joana Gama (parte 2): “Quero que seja tudo mais lento. Se pudesse dilatava o tempo. A minha ideia é deixar ouvir a ressonância das notas”
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